Arquivo | setembro, 2010

Tazenda – “Domo mia” con Beppe Dettori (lapola)

30 set

AJUSTES SAZONAIS: UMA ALTERNATIVA PARA INTERIORIZAR O TURISMO DA SARDEGNA.

28 set


Valentina e Massimiliano,dirigentes do Tuttus in Pari”foto de casamento.

di Giulia Madau  (www.tagsardegna.it)

Reedição/e comentário sobre o tema em português –

sardegna Sa terra Mia: por Lucinha Dettori –

Turismóloga e coordenadora de projetos de fomento de turismo social

“Não é apenas a  beleza de uma praia e água cristalina que  torna agradável  a Sardenha, mas acima de tudo o  carinho e o amor de quem a contempla”

Tags Sardenha, entrevistou o coordenador do blog Tuttus in Paris , Massimiliano Perlato, filho de publicitária Sarda e como a mãe, amante da  Sardenha e do Jornalismo.
Tottus in Pari (que significa todos juntos) foi fundada em 1997 como uma revista que fala da Sardenha, com os olhos voltados  para o mundo da emigração.
Tornou-se um blog em 2009, seguido por  milhares de contatos ao redor do mundo.Sua finalidade é informar  e editar com regularidade e amplitude de conteúdo, todas  as atividades dos Circolos de Emigrantes Sardos da Europa e de  outros países.
“Massimiliano trabalha de perto com muitas pessoas todos os dias, que o informam por escrito  sobre eventos ou questões relacionadas com a Sardenha no estrangeiro, o que ele prontamente edita no blog.
Expõe ainda com muita satisfação que,  participar deste projeto com dedicação quase que total e ver  seus esforços surtindo efeitos, lhe dá grande satisfação.
Quanto ao número de emigrados da Sardenha, Massimiliano comenta que , segundo o Wikipédia, que revê brevemente a história e as razões do fenômeno emigratório, este seria de apenas  500.000 mil, ao contrário do que dispõe os sites de emigrados Sardos, que afirmam que esse número  entre  1958-2002 , girou em torno de cerca de 700.000 mil  pessoas,o que  representa mais de 40% segundo o censo da população da ilha em 2001.
Em suma, os números Disterru, (este é o termo usado no dialeto local ) de  pessoas que abandonaram suas terras,  são bem mais elevados.
Sobre o blog  disse que o motivo principal é que   “escrever” é a sua  paixão e  que são dois os motivos que o levaram  a tratar o tema da emigração. O primeiro é explicado na frase acima e o  segundo é o fato de que a emigração de hoje no mundo organizado é muito proativa.
Tags Sardegna, pede a Massimiliano,  para falar daquilo que, na sua opinião, faz a ilha famosa.Sua resposta simples e categórica é:   “A equação “Sardenha-Mar” é o mais simples.” Acrescentando que no mundo, infelizmente a ilha é apenas  conhecida  por  isto e não pelo seu  potencial histórico milenar e pelas diversas influências culturais que ela representa.
Umas das ações que realmente me chamou a atenção nesta entrevista, como turismóloga, e amante do turismo social, é  que Circolo, do qual ele é Secretário, disponibiliza a emissão de bilhetes de passagens para viagens, como implementação  do turismo social na  Sardenha.
Ele acrescentou ainda,que deveriam ser criados mecanismos mais eficazes para fomentar o turismo na ilha, e que  este não deveria existir apenas nos meses de alta temporada ou seja, Julho e agosto, mas também em períodos sazonais, ou seja  nos meses de baixa estação. Para tanto enfatiza que é imprescindível e essencial criar ajustes sazonais, para que  mais pessoas possam explorar e conhecer  melhor o interior da Sardenha.
Massimiliano  diz: “Eu acho que os turistas estrangeiros, os idosos, bem como grupos de excursões escolares  que visitam a ilha nos  meses de  julho e agosto, poderiam explorar o turismo da Sardenha no outono e na primavera, e  esta seria  uma oportunidade única, não apenas para interiorizar o turismo da ilha,  rica em história e lugares que podem opor-se ao mar, como as regiões da Barbaria.
Mas para tanto é preciso como disse anteriormente, de um trabalho de  conscientização conjunta e vontade política dos governantes e também de todo o segmento do  trade turístico da Itália, para uma  implementação com  sucesso deste projeto.
Salientando sempre que o turismo social, visa em primeiro lugar oferecer ao visitante de qualquer segmento,  um turismo de qualidade, minimizando custos, sem negligenciar os resultados sociais que dele devem advir.
Neste trecho da entrevista ao Tags Sardegna, Massimiliano vem de encontro a um projeto que tive o prazer de   coordenar a nível  Estadual de 96 a 99, através da  EMBRATUR,órgão oficial de turismo no Brasil.
Este projeto visava  a inserção de uma fatia considerável  da população marginalizada no mercado turístico, que por motivos econômicos ou contingenciais nunca teve a oportunidade de conhecer de perto a história e as belezas naturais do Brasil.
O projeto tinha  ainda como escopo, oferecer aos estados e municípios com potencialidades turísticas, a possibilidade de melhorar o aproveitamento da oferta de equipamentos e serviços turísticos ociosos na baixa temporada.Infelizmente este projeto vem sendo desenvolvido timidamente no Brasil,
E por último  gostaria de  salientar o amor que Massimiliano demonstra  pela ilha na entrevista  dada ao  Blog TAGS SARDEGNA, e em particular em seu  livro “Olhos do coração e para além do mar,” que é um resumo de todos os argumentos apresentados nos últimos anos em Tottus in Pari. O título  significa “mover a ilha através dos olhos do mundo da emigração.
E encerrando , Massimiliano diz ao Blog entrevistador,  que não é apenas a  beleza de uma praia e água cristalina que  torna agradável  a Sardenha, mas acima de tudo é o  carinho de quem contempla e  ama este pedaço do paraíso”

EXPOENTES DA LITERATURA POÉTICA SARDA

25 set

Auto retrato de Cristoforo Paddu : Aurora Pintores

Dando continuidade a nossa série de artigos sobre escritores Sardos, temos a grata satisfação de apresentar aos amigos leitores do Blog  Sardegna Sa Terra Mia, alguns  belíssimos poemas em língua Sarda, de  Paddu Cristoforo, que vem se destacando como excelente escritor e Poeta da língua Sarda.

Nos sentimos honrados em publicar esta nota e aproveitamos a ocasião para agradecer a oportunidade que nos tem oferecido em reeditar através das edições da Tuttus in Prais, seus excelentes artigos sobre a Sardegna, em nosso Blog.

Caso queiram entrar em contato direto com o ilustre jornalista, escritor e Poeta, disponibilizamos seu endereço de e-mail  pudducristoforo@tiscali.it ou então visite o site www.tottusinpari.blog.tiscali.it, onde poderão apreciar seus excelentes e variados artigos sobre a Sardegna.

BIOGRAFIA CRISTOFORO PUDDU

Christoforo Paddu, nasceu em Illorai (Sassari) 25 de abril de 1956, e desde 1994 vive e trabalha na Lombardia

Sempre amante da poesia, tem publicado seus poemas em  várias revistas e jornais.

Até agora ele já publicou duas coleções: em 2002, a antologia bilíngüe Pregadorias (Iscuvudè Editziones), em 2004, de Amores (editora Domus de Janas) Liricas em linguagem logudorese.

Membro da Ordem dos Jornalistas, anúncios públicos da Lombardia,  colabora ainda com vários periódicos  semanais  da Sardenha, oferecendo eventos culturais e Lombardos, em especial sobre as iniciativas em todo o mundo sobre a  emigração organizada.

Atualmente, além de cooperar ativamente no blog e jornal online Tottus in Pari,   está preparando uma coleção de poemas em italiano, com o título “A CASA DO POETA”, e da publicação iminente na Índia intitulada SAI  LIGHT IN AUSTRÁLIA,(La Luce di Sai in Australia) :narrativas biográficas de infância e juventude em Goceano e história de fé e de solidariedade  e de emigração na Oceania de uma illoraese, residente em Sydney desde o início dos anos 60.

Este é Crisfotoforo Paddu, grande colobarador da Tutus in Pari e  também já conhecido pelos descendentes  Sardos Mineiros, através de seus  execelentes artigos publicados em nosso Blog.

POEMAS DE : Cristoforo Puddu

De amores

Andheras rilughentes

(a Bernardu Brau)

Andheras

rilughentes de sole

m’agghejan

istuvonendhe sos sentidos

furados

dae coro ’e sa note

e téssidos

cun lentore ’e traschia.

Borróilos de disisperu

rugran

sas prigas de s’ànimu.

Iscravados lamentos

conchistan

su mistériu ’e sas campagnas.

Mémulas,

ispramminadas dae disanias,

no olvidan

in s’ora ’e su perdonu

e feles

inchizolados dae sempre

serbin a piatu fritu

sa vindita.

…(Che espes velenosos

nos noghimus

Vintibbàtoro de nadale

Comente avreschet

iscracàlliat sa die

a imbassadas de vida

a boghes de s’Ànima

a pàlpitos de coro

in sos nérbios e carres

de s’ómine ’e Deus

assurradu in sa carrela

che un’ascra ’e Cristos.

Comente avreschet

unu nitzu ’e prumu

cuvrenat sa die

issallada a niedhu

e sa manu balente

de unu frade mortore

créschidu e contivizadu

in tancas e raschinarzos

de mudímine arcanu.

Comente at avrescher cras

ammentendhe preigadorias

e promissas afartzadas?

Deus nos perdonet!

Nos faghimus unu ballu

“A ferru fritu ne a ferru fritu

a ferru fritu ne a ferru frí……….(I)

Bim – ba – ramboi – bimba – rambà”.

Nos faghimus unu ballu

a boghe crara ’e cuncordu

e sa cantone currat

a cadhu ’e bentos nôs

dae Logudoro e Costera

a Barbàgia e Campidanu.

dae coro ’e sos balentes

nascan istrumpas de paghe

cun sos sinnos beros de custa Terra

chi cheret unu cras de tziviltade

ammaniadu cun sentidos de zustíssia

e tot’umpare che frades

fraigare unu sartu ’e ínnidos aficos

de oferire che fiores de amore

a su risitu cuntentu ’e sos pitzinnos.

dae coro ’e sos balentes

abbúturen alenos de vida

pro chi torret Beranu

e sos punzos serrados

— imprendhados a sónnios de solidade —

si mustren a manu abberta

pro istringher manos amigas

in unu ballu tundhu

mannu che sa mannària ’e su mundhu.

Nos faghimus unu ballu

a boghe crara ’e cuncordu

e sa trincada

— isfoetada ’e milli corpos —

sàidet che coetes de lughe

sas notes niedhas de Sardigna.

Nos faghimus unu ballu

“pro chi colet ridendhe su beranu…     (II)

e ti torret sos fizos fatos frores”.

(I) Canto tradizionale di autore sconosciuto

(II) “Pro chi colet ridendhe su beranu” de P.Mura — 1° Pr.’Ozieri’59

Bos iseto, benide!

(a sos furisteris e a Marina)

Benide in medas

a sas “rocas de oro”

e puru… istóigos amores

de un’istajone

morin cun s’istiu.

Benide,

benide in medas

pro ’ider e cumprèndhere

custa Terra ’e tancas,

de zanas majarzas

e de nidos bóidos in beranu,

ue sa carena murratza

de Sardigna

’utiat dae sas intragnas:

prammizos de ’entu,

bértulas chentz’incunza

e pasturas de fogu

sempre allutas

in orizontes de tríbbulu.

Benide in custa Terra

de olvidos sidhados,

arcanos de sardidade,

chi non s’allizan

a sas disamistades

e bardanas

de milli apentos e promissas.

Benide

a collire sentidos amargurados

e isperas de progressu

dae custu coro

abbertu a upu

in sos chizos de cras.

Bos iseto, benide!,

in sos raschinarzos

de mudregu e de chessa

pro tèssere una bandhera,

una bandhera noa

de suore e dignidade,

ca b’at sónnios, ideas

e litos de amistade

chi naschen

dae benas de nuraghe.

Butios

Butios de sole

s’apentan a lampizos

in su sidhadu ’e sos versos.

Butios de poesia

bizan sestendhe

sa solidade ischíbbula ’e s’ ànimu:

mudos mancamentos

in filos d’esisténtzia

achistan boghe,

bisos inchizolados

ràidos de sentidos

s’acheran dae sas intragnas,

àidos abbertos

in orizontes abbidrados

pintan abbudronadas isperas.

E deo, poeta imbenteri

’e sos frutos de cumprire,

in s’abboju ’e sos dúbbios

bido ’utios de sole

chi atatan sa poesia

ei su tempus

chi àrridat campos semenados.

Àrridat sos pessos

che aurtidas peràulas

in laras de unu mudu.

Àrridat segretos

e sónnios iscarenados

in d’un’avréschida mai connota,

in d’un’irmurinada mai gastada,

àrridat sa note istedhada…

Ma sa luna illúinat turmentos

e aunzat sas umbras

de ànghelos chentza bandhera

chi tessen poesias.

E deo poeta

mi àrrido in sos versos

che una nue prena ’e disizos

chi a sa traschia làgrimat vida

pro ispigas de oro.

Limba ’ia

(a tiu Frantzischinu Satta)

Su mundhu ’e sa poesia

est limba ’ia

de disizos fungudos,

aundhados

in versos mai canos,

ingranidos

de prendhas cada die

in ínnidos boleos

de lugore mai irmurinadu.

Pastera,

mojolada dae su ’entu

as sighidu

— imprentada in líteras de fogu —

su viazu ’e sos coetes

de pópulu bajuladu

(…e sempre ritzu!)

dae sas sacarraduras furisteras.

Che nae

in trainu bolotadu,

aumbrada ’e lozu

che su passadu,

si perdet s’ànima,

arcana vitalidade nuràgica

costoida in coros de granitu.

U’est su poeta?

Che rena

in bentu ’e mare

múilat

su sentidu atogadu:

donzi ’oghe

mi mudat

in pedra iscarenada

dae su tempus.

Su víssiu

imberriadu ’e vívere

no cumponet a nou

sas ascras de coro

ispramminadas

che bículos de ‘idru

in crídinos ligames.

Su palpitare

oferit — da’ ora —

solu grumos apredados:

ischervados

sèmenes istóigos

de àrridos surcos.

E s’olvidadu

sónniu fuiditu

de ogros majarzos

no ischidat unu disizu

in s’arriscu ’e sas istajones.

Est sa morte ’e su coro!

Ma u’est su poeta

atraessadore de àidos de veridade

in su dillíriu ’e sa solidade?

U’est su punzu corriatu

serradu cun fele e atza

a istringher rujas bandheras?

U’est s’ànimu ’e gherreri

— presoneri

pro un’idea ’e zustíssia —

ch’imbozat isperas

cun lamentos de líricu?

U’est su poeta?…

It’est su poeta?…

Su poeta est ómine

chi morit in sas carres

e vivet cun sos versos

infinidos momentos de vida

in abbidrados mares de m

Em Breve iremos publicar novas e inéditas poesias no Brasil Aguardem….

Gruppo folk Santa Barbara Macomer sa danza.M PG-

22 set

FRANCHINA PALLA

Gruppo folk Santa Barbara Macomer sa danza.MPG, foi fundado em 1975 como uma escola de dança, através da iniciativa de seu mentor Giovanni Senes ainda presidente. Desde 1976 o grupo começou a atuar nas ruas da ilha chegou recentemente em alguns centros nacionais. Através do órgão Lorenzo Chessa, foi possível iniciar uma escola de acordeão  diatônico que já formou e colocou em evidência,  grandes músicos jovens na Sardegna.

Por este motivo, Sardegna Sa terra Mia, homenageia  uma grande amiga, Sarda, bailarina deste importante Grupo folclórico, FRANCHINA PALLA.

Ela está sendo uma grande incentivadora do  amadurecendo da idéia para  um futuro  projeto  de apresentação de um  FESTIVAL CULTURAL SARDO EM MINAS. Se você que quer apoiar este ideia, fale conosco através e nosso e-mailsardeganasnt@yahoo.com.br. Já temos vários registros e contatos com  pessoas de diversas áreas na Sardenha interessados em participar deste evento no Brasil. Obrigada Franchina pelo apoio e parabéns pelo belíssimo trabalho de divulgação da cultura Sarda atrás da dança típicas Sardas.

Espero que apreciem este fabuloso vídeo com varias apresentações de musicas e danças típicas do foclore Sardo.

Texto em Italiano.

Gruppo folk Santa Barbara Macomer danza.MPG SA, fondata nel 1975 come scuola di danza, attraverso l’iniziativa del suo maestro Giovanni Senes ancora presidente. Dal 1976 il gruppo iniziò a suonare per le strade dell’isola è arrivato di recente in vari centri nazionali. Attraverso organo Chessa Lorenzo è stato in grado di avviare una scuola di organetto diatonico, che ha creato e messo in evidenza, molto giovani musicisti in Sardegna.
Per questo motivo, Sardegna Sa Terra Mia, onora un grande amica e ballerino folk di questo importante gruppo, FRANCHINA PALLA.
Lei è una grande sostenitore di maturazione dell’idea di un futuro progetto  di un FESTIVALE  CULTURALE SARDO in Minas Gerais – Brasile . Se volete sostenere questa idea, vi preghiamo di contattarci attraverso il nostro e-mail e sardeganasnt@yahoo.com.br.
Abbiamo molti record e contatti con persone provenienti da diverse zone della Sardegna interessate a partecipare a questo evento in Brasile. Grazie Franchina per il vostro supporto e complimenti per il meraviglioso lavoro di diffondere la cultura dietro la danza tipica Sarda.

Caro Saluto

Lucinha Dettori –

Eu sou um cidadão do mundo profundamente apegado às minhas raízes …

21 set


Definição de Giovanni Mascia, por Giovanni Mascia:

Eu sou um cidadão do mundo profundamente apegado às minhas  raízes ,  que sonha e trabalha, por um  mundo de  cores, sem barreiras e sem fronteiras”

Este é GIOVANNI MASCIA, conceituado intelectual e professor de escrita criativa, sarda,Italiana, Espanhola,  e Inglesa.  Cagliaritano, que muito nós honra com a sua permissão para publicar no Blog  Sardegna Sa Terra Mia, alguns de seus belíssimos e premiados Poemas. Grazie (obrigada) GIANNI  como e  conhecido nos meios acadêmicos .

Gianni Mascia, e hoje reconhecido como um dos mais renomados  tradutores  e conhecedores da  Língua escrita e  falada Sarda,  se dedicando a produzir e difundir  livros e  literatura neste idioma.

E assim iniciamos a nossa série de artigos sobre alguns destes conceituados divulgadores  da literatura Sarda, já bastante conhecidos na Europa e  em outros países, os  quais  merecem e  devem ser também admirados e  conhecidos , por nós oriundos Sardos, também aqui no Brasil.

Pequeno texto bibliográfico:

Nascido em  Cagliari em 24 de junho 1958, Giovanni Mascia, diplomou-se no magistério, após frequentar a Faculdade de Línguas, ocasião em que veio  trabalhar no ensino fundamental, onde esteve até  março de 2001, continuando a lecionar, como  um especialista em línguas e cultura poética.

Em 1994 ele publicou O Rottaglie Ellissi. E em  setembro de 2004, venceu o 26º Prémio Nacional de poesia inédita na cidade de  Leonforte , editado por muitos anos por Charles Muscetta, com a antologia “Variações sobre uma série de Infinito”,com 1000 cópias publicadas.

Em  2005, ele recebeu seu mestrado  como tradutor da Língua Sarda. Em dezembro de 2008,  foi lançado Pela casa editora  Condaghes  “Jonathan Livingston su cau”, que a tradução em sardo do  famoso “il Gabbiano jonathan Livingston Seagull e em português o livro se chama João Capelo Gaivota de Richard Bach. Em fevereiro de 2009 ele ganhou  a décima  edição do  prêmio Surrentinum a Patti (Messina), que lhe valeu publicação da coleção ” A LIBERARE LUZ” de Tindari Edição.

Em maio ele venceu o 1 º prémio no concurso di Gùspini,  com a poesia em sardo  A Cicitu Masala, e em Setembro venceu a 5 ª edição do prêmio de Roscigno Vecchia.

Em junho estreou seu primeiro concerto de poesias  em Cagliari, capital da Sardegna,  intitulado  “Plazas de Mayo”, escrito com Andrea Congia e Ferdinando Sanna, que ainda continua a rodar pelos  teatros da Sardegna .

Em março 2010 iniciou a sua  colaboração com o teatro Riverrun Riverrun  com  as reduções teatrais, história de uma  caixedda e Gatu de su che  dd’iat imparau A Bolai “que em português significa a História de uma Gaivota e do Gato que A Ensinou a Voar , de Luis Sepulveda.

Caso queiram fazer um contato com o ilustre Professor e Poeta,disponibilizamos aqui o seu endereço,

GIOVANNI MASCIA      Sez. B

Via Pietro Scornigiani,32 09121 Cagliari

tel. 070255048-3408853139

e-mai : gmgmascia@gmail.com

Não usaríamos traduzir  suas belíssimas poesias para o o idioma português, para não perder a sua originalidade. Esperamos que aprecie e que deixe seu comentário em nosso Blog.

ALGUNS DE SEUS BELÍSSIMOS POEMAS IN LIMBA SARDA……

Istaiat,Eleonora,pitia,a Marianu in coa,setzida.

Setzida in sas lughes ermosas de chelos giaros

in is araxis de su bentu estu chi betit su nuscu

de murdegu e de iscrareu,chi lompit a su coro,

in sos coros de sa zente atrevida de Sardìnnia.

Istaiat,Eleonora,a Marianu in costau,amparada.

Amparada dae sos bisos durches de sa pitzinnia,

contra de sas temporadas de su tempus benidore

chi sàmbene e suore in sa piùere ant a batire,

e millenas de mortus in sa mirada de tìrria cansada.

De tìrria cansada e arròscia de brigas e de gherra

at a èssiri sa vida amanniendi,a sa ghia de sa terra

chi pipia dd’at bista e abetus mannus ddi pedit

pro seberare is camineras de zustìssia e libertade,

auve su massaiu cun fracis de luxi andit a messare

e potzat stoddi orciada e lullu, e atras erbas malas,

sighendi sas carrelas a pustis de medas annos,

is àndalas de sa poboresa in cantos de furriada,

chi nascint in sas tancas de zente umiliada,

cansada de su fàmini e de frius a tremi tremi,

chi posca de sos seculos s’ant a poder bìdere

in banderas de unidade contra de sos feudatàrios.

.x.x.x.x.x.x.

Sapore di ancestrale soffia

dalle maree di erba e vento

negli sguardi dorati

persi in praterie di grano.

Muti ricordi nell’anima

e sciami di gesti e parole

nel profumo lieve dell’aria.

Suoni della fanciullezza

e balli intorno al fuoco

che brucia brutti sogni

e sale alle nuvole

che spengono i giorni

sulla scia dell’ultima luna.

…………

Da una bottega,

nel tremolar di luce,

si sente il canto del ciabattino

nell’odore di cuoio cucito a cera.

Meriggiare tardo

di un tempo andato

ritorna, a volte,

ad accarezzare il cuore.

.x.x.x.x.x.x.

Nella limba sarda….

Ite bi faghes,ite bi faghes tue,luna,in su chelu?

Ite faghes,o luna,in su mudore de sas camineras?

Benis pro mirare a sas panas

candu a sa lughe tua s’ischidana

pro batire pannitzus de pitzinnos

a samunare,in su frùmini de sa vida,

su dolore chi donat sa nàschida

in làgrimas de prexu e de sunfrimentu?

No,tue benis cada note a sulassare

sas mamas chi ant lassadu s’esistèntzia,

pro giare s’alentu de s’essèntzia

a cussos minoreddos,a sos orfuneddos

chi in prantu ant a chilcare su late,

sa tita de sutzare e s’amore,su calore,

s’anninnia perdida in su donu de sa vida

chi frorit dae sas bucas issoro,mamas de isteddos.

E poi,naramì,o luna,ite pessas candu miras

istranzos chi passant in su carru de su tempus

a las mirare,a mirare sas panas in s’arriu,

chi sena faveddare sighene a samunare,

a samunare s’amore chi si nch’est andadu,

sighende su bèlidu de anzones istitados

e sonos e lamentos de berbeghes e pastores?

Pessas,o luna,a su colare de sas tèmporas,

a su sùlidu de su bentu in sas baddes,atesu,

auve in s’iverru falat sa nie,amparu de scrareu,

auve sas dies non cussolana mamas de amargura,

auve sas dies acabant a su cantu de s’acabadora.

.x.x.x.x.x

Stabat Mater

Tremava,fragore nella notte,L’Aquila.

Tristezza nelle vene,pietre nel cuore,

nel rilampare di luna che passeggia

su cumuli di corpi,di carni smembrate,

in un istante,denti stretti e labbra viola,

senza preghiere e senza un lamento,

né una stilla d’acqua santa a benedire

l’ultimo momento,l’ultimo canto funebre

di prefiche che piangono accorate.

Rigurgita fuoco,la terra,ribolle bestemmie,

mentre lontano rimbomba  un tuonare

che l’orizzonte colora di vampe vermiglie,

al frantumare di mura che rovinano

su notti interiori ancora da venire,

che suonano nel crollo di sogni di vita,

al singhiozzare ferito di un bambino

che beve le lacrime di madri d’amarezza.

Tsunami sotto  terra che scuote violento

le viscere violate delle vie d’ Abruzzo.

.x.x.x.x.x.

Sapore di ancestrale soffia

dalle maree di erba e vento

negli sguardi dorati

persi in praterie di grano.

Muti ricordi nell’anima

e sciami di gesti e parole

nel profumo lieve dell’aria.

Suoni della fanciullezza

e balli intorno al fuoco

che brucia brutti sogni

e sale alle nuvole

che spengono i giorni

sulla scia dell’ultima luna.

…………

Da una bottega,

nel tremolar di luce,

si sente il canto del ciabattino

nell’odore di cuoio cucito a cera.

Meriggiare tardo

di un tempo andato

ritorna, a volte,

ad accarezzare il cuore.

.x.x.x.x.x

Agosto

Si vuota la città.

Negli angoli remoti

risuona la canzone

del tempo senza tempo.

Nei quartieri antichi

brandelli di memoria

raccontano le storie

della malinconia che corre

nei sentieri assopiti

di voci che accarezzano

il bimbo che non muore

nel binario infinito

delle latebre della mente.

Altre albe fioriscono

nell’anima in attesa

dei giochi di luce

nel giardino incantato

del dialogo interiore.

.x.x.x.x.

Hebron.

M’inebriavo d’aromi la notte,

quando nell’anima avevo l’odore

dell’aspro salir di vapori di sale,

che dagli anfratti più antichi esalava

da morbide danze d’amato maestrale.

E ancor ne sentivo il sapore

che magico, ambrato,veniva alla mente

nel gioco del vento tra palme lascive,

mentre lo sguardo vagava tra sabbie

infinite,infuocate,lenite dall’ombra

di pianti stellari e di suoni lontani.

E poi,d’improvviso,

la luna diventa carbone,

e rotolando rimbomba tra mura

rumor di cannone

E allora i sussurri diventano urla,

e voci di pace che prima sognavo

si fanno d’un tratto lamenti dolenti,

d’orrore,terrore più nero del nero,

di membra scarnate,di fede invasata,

che mescola sangue con sangue

e morsi di morte con vita che langue.

E allora ero ad Haifa, ed a Tel Aviv,

e poi vagolavo tra strane creature,

e ancora Betlemme,poi Gaza ed Hebron,

e poi mi perdevo tra sacre scritture

tra Beirut,Betania e poi Ramallah,

e m’inondavano mille brutture

di deliranti rabbini e mullah.

E poi siamo nebbie e diafane ombre,

che in angoli oscuri viaggiando

s’incrostano in ali di odio violente

nel riecheggiare del tutto e del niente,nell’affogare di terra oltremare.

Gianni Mascia

Lingua Sarda

S’ 8 de Martzu

Bruciano ancora i corpi e spandono per l’aria

miasmi e lamenti di donne martoriate,

al volteggiar di ceneri che gridano strozzate

l’orrore di quel rogo,delle membra riarse.

Danzano,danzano,in un ballo tondo,spettrale.

Erano cento,erano dieci,erano nove annerite

in quel giorno lontano,alla Cotton,a New York

e Mr. Johnson tappò le toppe,tutto sprangò

e allora lampi vermigli,al lume di morte,

scoppiettare infernale e la lana avvampò.

E danzano ancora figure alla macabra danza,

danzano ancora in un girotondo

che le accomuna,donne nel mondo.

Erano in tante le figlie della plebe,

erano loro,le figlie della fame,

sfruttate,percosse nella fabbrica,soppresse.

E bruciano ancore le pire,fumano i corpi

e spandono i veleni della disamistade bieca,

ceneri che ancora gridano al vento

l’odore acre di membra riarse.

“Tanca sa janna,Mr. Johnson,

tanca sa janna de su dolore,

tanca sa janna pro sas muzeres

chi cherent pane pro mandigare.

Tanca sa janna de sa birgonza,

tanca sa fàbrica de su pudiore!

Como su fogu,pampadas artas,

abrugiat làgrimas de libertades

e cantant arta cussa cantone,

e cantant cuddda,mimosas nudda!”

E danzano,danzano in un ballo tondo,

danzano ancora in un girotondo,

New York,Ciudad Juarez,Plaza de Mayo,

danzano ancora donne nel mondo.

.x.x.x.x.

Artigo: Em Cultua e musicas Sardas

Por Lucinha Dettori –