Arquivo | julho, 2011

‘ESTUPRO EM SALÒ” TEXTO DO GRANDE POETA SARDO-CAGLIARITANO – AGORA EM VÍDEO

29 jul

                                                                                        

                      

GIANNI MASCIA  é um incansável  ativista das causas sociais , poeta e  escritor com várias premiações na Sardenha, editou este lindo texto e  vídeo, baseado na vida real para denunciar as  mazelas da nossa aldeia  global e a eterna indiferença dos indiferentes.

Testo di Gianni Mascia 

Criação e elaboração do Vídeo: Roberta Locca

Duração: ‎2:15

Por SSTM em português

Edição – Luciha Dettori 


 

 

 

 

 

 

 

ESTUPRO EM SALÒ –                                 

 .…..Ele mastiga e cospe fora a alma amaldiçoada / a besta que está  devorando seus filhos / a besta que apaga os lírios / vida manchado de  sangue ..            

 Dois jovens estudantes , um de  14 anos e outro de  15  anos foram detidos por uma suposta agressão sexual de grupo.Isto ocorreu durante as horas de aulas numa escola  secundária localização em   Salò , região da Lombardia, porvincia de  Brescia.- Itália.

Um terceiro rapaz não foi preso porque ele tem menos de 14 anos. O  estupro teria também envolvido 12 outros colegas por terem  acusado o professor, a fim de esconder o que estava acontecendo.

 O  professor disse à polícia que ele não tinha percebido nada.(reportagem completa em Italiano link abaixo)

fonte : http://www.tgcom.mediaset.it/cronaca/articoli/articolo477720.shtml


          


TALENTO E SENSIBILIDADE : ANGELO DEVILLE ANTONELLE: DESTAQUE DA NOVA GERAÇÃO DE POETAS DA EUROPA.

27 jul


Poesia : ORA ET LABOR IN LAUDE  e a foto mais romântica do mês: AngeloDevil Antonelli Elpumapoetacrobata e sua noiva – Maria Bernadette Labrador.

Di -Angelo Devile Antonelli

Edição SSTM em português

Eição:Lucinha Dettori

ORA ET LABOR IN LAUDE

 Entre os ramos das oliveiras,

no dourar da madeira o sol,

Eu coleciono frutos verdes e Potar para as folhas,
Uno-me a São Francisco e ao meu Senhor.

Louvado seja o fazer coro conjunto
da palma da bandeira da paz,
que laboram alegremente nossos braços,
orando na natureza ate a noite.

E o cântico desprende notas agrestes
para se apaixonar naquele milagre da natureza,
entre os anjos celestiais as notas de trompetes,
no namoro entre as montanhas e as clareiras.

Irmãos flores, mares, rios e vento,
irmãs plantas, animais, terra e da lua,
os estigmas da floresta trago no meu coração,
que maravilhado me faz agora fã de ninhos de cada criatura

ORA ET LABOR IN LAUDE
Trá i rami degli ulivi,
nell’indorar quel legno il sole,
raccolgo i verdi frutti ed al potar le fronde,
mi unisco a San Francesco e al mio Signore;

e lauda sì congiunta a farsi coro,
la palma della pace la bandiera,
laboran alacremente nostre braccia,
orando in la natura fino a sera,

e il cantico sprigiona note agresti
a innamorarsi a quel miracol di natura
, fra l’Angeli a strombazzar note celesti,
nel corteggiar tra i monti e la radura

fratelli fiori mare fiumi e vento,
sorelle piante bestie terra e luna,
mie stimmate ho nel cuor delle foreste
che meraviglie ancor fan nido a ogni creatura . .”
(all right reserved) EL
.

Belissima nota de rodapé sobre está Poesia, escrita por Angelo Antonelli Deville – Elpumapoetacrobata, ja bastante conhecido e admirado por muitos leitores deste Blog.

Em imaginação, me vejo trabalhando entre as oliveiras com São Francisco e o Cristo Redentor, que representam

o meu primeiro amor e paixão pela natureza e o criar e viver com simplicidade e em harmonia, longe das sirenes , e das riquezas materiais  que torna a vida vazia e freneticamente competitiva nos dias de hoje.

Na segunda parte do poema,  expressa o  amor e respeito pelos outros, honestidade e fraternidade entre os homens.

como uma  grande empresa que implementa seu trabalho rezando (orando,para representar a metáfora do canta com alegria ao sol) igualmente quando nós mesmos trabalharmos  os frutos da terra sob um sol quente e brilhante  que doura um  pedaço de madeira dos ramos de oliveira.

A bandeira é o símbolo de paz e não a competição, no sentido estrito, que, no entanto tornou-se hoje em dia  (em concorrência, competição,  flexibilidade, em detrimento do homem e sua dignidade), em uma verdadeira bandeira de uma sociedade escura e de valores confusos.

E o alvorecer onde o  cantar ao sol e a alegria da vida e do trabalho no campo, nasce a luta dos Franciscanos pelo natureza, cada vez mais ameaçada por um progresso  canibalizante e desumanizado, e tudo acompanhado de trombetas simbólica dos Anjos ..

 Concluo com os dois últimos versos … “Meus estigmas”  (que representam as feridas no meu coração e é verdade, quando vejo  minar os últimos vestígios da Mãe Natureza intocada )  no coração da floresta maravilhosa que  ainda agora faz fãs, e se torna ninho de todas criaturas e deixa-lhes o amor e o sentimento de admiração que saem dos  meus versos e no meu sentir muito perto daquele  franciscano e de sua forte conotação ecológica.

Poeta AngeloAntonelle


UN SOFFIO DI VENTO: POEMA INÉDITO DE BRUNO SAPPARRATA – GRANDE POETA NAPOLITANO DA NOSSA ERA.

23 jul


                                                                                             Foto de Bruno Zapparrata

Confesso um tanto constrangida de traduzir algumas poesias para o português, pois penso que toda e qualquer poesia deve permanecer na língua original, pois para mim a “Poesia” é o que não pode ser traduzido”, mas, independente disso, é sempre válido ler as versões (aproximadas) dos originais, as quais tenho muita honra e prazer em publicar no Blog Sardegna em português.

Esta Poesia me foi agraciado por Bruno Zapparrata,  professor  emérito da Universidade de Nápoles  e grande conhecedor  do dialeto napolitano que utiliza para escrever seus belíssimos poemas premiados.

Poesia Nu sciuscio ‘e viento 

di Bruno Zapparrata SIAE 88488

Versão original em dialeto Napolitano.

M’hè ditto cchiù ‘e na vota, sto partenno,

ca ‘o calannario già t’ha ditto basta,

pure sta vota ‘a neve staie vennenno,

nun si’ p”o cielo e nun esiste basta!

Forze te sta piglianno ‘o pentimento

pe comme hè arravugliata sta matassa,

ti si’ spassata ncoppa ‘o sentimento

pazzianno alleramente ‘o piglia e lassa…

Mo faie na pena, si’ rimasta sola,

pare na testa addo’ sciore nun nasce,

gabbiano a rriva ‘e mare ca nun vola,

viento ‘e malincunia ca torna e cresce

e sferza gelo a st’anema sincera

ca t’ha vuluto bene e tu..hè stracciata;

te si’ arridotta na cannela ‘e cera,

basta nu sciuscio ‘e viento…e s’è stutata.

Nu sciuscio ‘e Viento

Versão em italiano

 UN SOFFIO DI VENTO

Mi hai detto più di una volta, sto partendo,

che il calendario gia’ ti ha detto basta,

anche questa volta la neve stai vendendo (Bugie),

non sei per il cielo e non esiste basta!

Forse ti sta prendendo il pentimento

per come hai imbrogliata questa matassa,

ti sei divertita tanto sul sentimento

giocando allegramente a prendere e lasciare…

Adesso fai pena, sei rimasta sola,

sembri una pianta dove fiore non nasce,

un gabbiamo a riva di mare che non vola,

vento di malinconia che torna e cresce,

e sferza gelo a quest’anima sincera

che t’ha voluto bene e tu hai stracciata.

Ti sei ridotta una candela di cera,

basta un soffio di vento e si è spenta.

VERSÃO EM PORTUGUÊS.

 UM SOPRO DE VENTO

 Por SSTM em português

Por Lucinha Dettori

Revisão de edições – Prof. Di idioma Italiano – Bruno Benetti

Você me disse mais de uma vez, estou partindo,
que o calendário já te disse basta!,
até desta vez a neve está vendendo (mentiras)
você não está no céu e não existe basta!

Talvez você esteja levando o arrependimento
por quanto você tem enganado e esta confusa,
sobre o sentimento que você se divertiu tanto
brincando alegremente de pegar e deixar …

Agora você faz pena , e é deixada sozinha,
parece uma planta onde flores não nascem,
uma gaivota na costa do mar que não voa,
vento de melancolia que vem e cresce,
e açoita gelo nesta alma sincera
que te quis tanto bem e você a despedaçou.
Você se reduziu a uma vela de cera,
e basta apenas um fio de vento para que se apague.

PROJETO “OS CAMINHOS DE GARIBALDI NA AMERICA DO SUL ” UM ESPETÁCULO IMPERDÍVEL DE ENZO FAVATA E SUA BANDA

17 jul

Caros leitores amigos,
Inicio este artigo, com um pedido. Em 1988 conheci Enzo Favata e sua banda, quando em uma turnê no Brasil, onde Belo Horizonte, teve o privilégio de estar na lista de suas apresentações. Carismático, extremamente profissional, Enzo encantou os mineiros com sua apresentação no auditório do palácio das artes para uma platéia seleta de pessoas amantes do Jaz e da musica instrumental.
Enzo não esconde sua paixão pelo Brasil e o que é recíproco em termos de publico que cresce a cada dia e que amam a sua musica.
O objetivo da banda nestes momentos e o de encontrar patrocinadores a altura do espetáculo idealizado por Enzo Favata juntamente com seus fabulosos e internacionalmente conhecido músicos, para uma turnê no Brasil ainda este ano. Transcrevo abaixo o resumo da saga de Giuseppe Garibaldi na América do sul, em particular no Brasil.

O CONCERTO 
A história começa a partir dos últimos dias de Giuseppe em Caprera, quando estava na flor da juventude.
Anos estes de formação fundamental para o futuro “General” “”, mas também o tempo da descoberta do amor, amizade e o sentimento pela natureza, diante da paisagem sem incomensurável da América Latina.
Os autores da música, Enzo Favata Santione e Alfonso, trabalharam sobre materiais sonoros, a partir de áudios diversos, desde a revisitação de ópera e motivos folclóricos dos anos oitocentos, laborando uma mistura de sons contemporâneos que ecoam dos ritmos do candomblé e maracatu brasileiros e ecos da tradição do
sul da Itália e da Ilha.
MUSICA
O Evento musical é uma explosão de alegria e liberdade interpretativa, sobre padrões musicais complexos das canções compostas e arranjadas por EnzoFavata e Santimone  Alfonso.
 Esta organização musical se propõe e tem a  performance em alguns momentos, evocar a selva Ellingtoniana,( Edward ‘Duke’ Ellington (1899-1974).  destacando a interação da criatividade dos grandes músicos de diferentes regiões italianas, uma bela e colorida idéia da unificação da Itália.
 

Um tom  global caracterizado por uma intensa emergia propulsora , com uma leveza incomum de interpretação da fusão de uma banda livre, que revela em  alguns momentos  uma doçura surpreendente.

Uma formação Garibaldina, assim podemos defini-la , onde a musica se move livremente no olhar do soldado revolucionário, percorrido durante o espetacular,como  a história de um mito, um ícone da liberdade, Giuseppe Garibaldi, em flashbacks constantes e rotas, incluindo tramas do ressurgimento  e motivos antigos ao ritmo brasileiro do Candomblé e marchas avassaladoras, onde emergem temas alegres como o tema da balada de Annita, culminando com a famosa melodia tradicional Sarda da Corsicana (Enzo Favata)
 
 
 
 
 
 

TE RECORDO HOJE – POEMA DE BRUNO SAPPARRATA –

15 jul


  

Di Bruno Zapparrata – Professor da Universidade de Nápoli e grande detentor de vários prêmios de poesias e literatura  

Por SSTM in português – 
Lucinha Dettori

 TE RECORDO HOJE

Como o vento sopra nas janelas,

Como está chovendo hoje …

A estrada vazia é triste,

assim morre o sol …

Nestes dias de Outono

que canta melancolia

me abrigo  no calor de sua lembrança,

no sobreviver vazio

da minha juventude …

Lembro-me de você hoje e eu me lembro

Inteira vida minha, como a qualidade única da brisa da primavera

Você sofre e não fala,

olha para as estrelas e perguntar por que,

e o vento continua a arrastar

folhas mortas, folhas amarelas ….

como uma mensagem ….

… E chove, chove como hoje.

Eu não sei ‘onde você está, mas por que

está escrito nas nuvens que sobrecarregam

e sufocar meus pensamentos …

Sentei-me no final da noite

Lembro-me de você agora,

Recordo-te,

Agitando-me no  calor

 vazio da minha juventude …

Lembro-me de você agora …

Lembro-me de você agora …

Bruno Zapparrata

TI RICORDO OGGI

Come soffia il vento nelle finestre,
come piove oggi…
La strada vuota è triste,
così muore il sole…
In questi giorni d’autunno
che cantano malinconia
mi riparo al calore del tuo ricordo,
nel superstite vuoto
della mia giovinezza…
Ti ricordo oggi e mi ricordo
che sei l’intera mia vita,
la brezza di primavera,
l’unica e sola qualità…
Tu soffri e non parli,
guardi le stelle e ne chiedi il perchè,
ed il vento continua a trascinare
foglie morte,foglie gialle….
come un messaggio….
…e piove, come piove oggi.
Non so’ dove sei, ma il perchè
è scritto nelle nubi che schiacciano
e soffocano i miei pensieri…
Io seduto all’estremità della notte
ti ricordo oggi,
ti ricordo,
stringendomi al calore
del vuoto della mia giovinezza…
Ti ricordo oggi…
Ti ricordo oggi…