Arquivo | outubro, 2012

Um Museu da Vida e das tradições populares da Sardegna

28 out

 Fonte:http://www.sardegnaturismo.it/it/punto-di-interesse/museo-della-vita-e-delle-tradizioni-popolari-sarde
Tema sugerido por : Dra. Maria Rosa  Dominici 
Edição SSTM em Portoghese – Brasil 
Por Lucinha Dettori 
                                             MUSEU ETNOLÓGICO DI NUORO – SARDEGNA 
 
                            UM PASSEIO IMPERDÍVEL PARA QUEM VISITA A SARDEGNA  
 
No museu estão representados todos os aspectos da cultura e material da Sardenha tradicional (roupas, joias, têxteis e madeira, armas, máscaras, pães, instrumentos de música folclórica, ferramentas e equipamentos domésticos e de trabalho, etc.). Particular atenção também é dada à representação dos ativos intangíveis (populares festas religiosas …

 Por que visitar

O Museu é constituído da mais importante coleção etnográfica regional aberta ao publico em geral.

O numero, a qualidade e o valor estético dos materiais exposto, os conteúdos e a modalidade em termos de exposições, se tornam irrenunciáveis para qualquer um que visita a Sardegna, seja por fins turísticos e principalmente para os estudiosos da antropologia.

 Da informação e serviços
Endereço: A. Mereu, 56 – 08100 Nuoro
tel. 0784 257035 – 0784 242900 fax 0784 253943 – 0784 37484
Possuído por: Região da Sardenha – Instituto Regional de Etnografia, A. Mereu, 56 – 08100 Nuoro
Horário de funcionamento: de 1 outubro – 14 junho 09.00-13.00 e 15,00-17,00 fechado (fechado apenas em dias  festivos)

 Museo della Vita e delle Tradizioni Popolari Sarde

Nel Museo sono rappresentati tutti gli aspetti della cultura materiale della Sardegna tradizionale (abiti, gioielli, manufatti tessili e lignei, armi, maschere, pani, strumenti della musica popolare, utensili e strumenti domestici e di lavoro, ecc.). Particolare attenzione è anche rivolta alla rappresentazione dei beni immateriali (religiosità popolare, feste…

Perchè visitare

Il Museo costituisce la più importante raccolta etnografica regionale stabilmente aperta al pubblico. Il numero, la qualità, la valenza estetica dei materiali esposti, i contenuti e le modalità espositive rendono irrinunciabile la visita sia per coloro che visitano la Sardegna a fini turistici sia per tutti gli studiosi di materie demoetnoantropologiche.

Informazioni e servizi
Indirizzo: via A. Mereu, 56 – 08100 Nuoro
tel. 0784 257035 – 0784 242900 fax 0784 253943 – 0784 37484
Ente titolare: Regione Autonoma della Sardegna – Istituto Superiore Regionale Etnografico, via A. Mereu, 56 – 08100 Nuoro
Orari: dal 1 ottobre al 14 giugno 09.00-13.00 e 15.00-17.00 (compresi i festivi), chiuso…

QUEM OS VIU ? – HISTÓRIAS DE EMIGRANTES SARDOS DO SÉCULO XIX E A BUSCA PELAS ORIGENS : APELO DE UMA DESCENDENTE EM BELO HORIZONTE – BRASIL PARA ENCONTRAR PARENTES.

14 out

di. Paolo Pulina
Fonte – Tottus in Pari in storia di emigrazione, tags: brasile, Emigrazione Sarda, lucinha dettori, sardegna, Tottus in Pari
Edição Blog. SSTM em português
Por Lucinha Dettori.
 

 Quem os viu? Paulo Pulina, que é ploaghese de nascimento, Sassarese de escola e  Pavese de trabalho, é  também  responsável culturais, da F.A.S.I. federação que reúne as associações de Sardenha, na Itália.

 Assim é que se referem a ele não só os Sardos espalhados pela  Itália, mas também os milhares da Sardenha dispersos  ao redor do planeta. Repito: quantas milhares de Sardos  estão dispersos no planeta?.

 A Região tem financiado vários projetos ao longo dos anos para um estudo deste tipo, e livros sobre o assunto continuam a surgir, tais como “Sardos na Argentina”, da jovem estudiosa Margaret Caddeo  Oristanesa publicado no início deste ano pela Cagliari editora AM & D.

 O que está faltando, no entanto, é um estudo mais abrangente para o qual, talvez, agora não há mais dinheiro.

 Ao mesmo tempo está desenvolvendo, da parte dos imigrantes da Sardenha e, particularmente, de seus descendentes, a busca pelos seus antepassados.

 De Paolo Pulina me foi enviado um pedido de LUCINHA DETTORRI SCANO, que está em Belo Horizonte, Brasil, em busca de notícias de parentes de sua avó, Vittoria Scano, casada em  Sassari, e filha de ANTONIO SCANO E GAVINA PINTUS, que emigrou para o Brasil em 1986 com apenas 19 anos.

  O caso mais curioso é o de Don Fernando Cornet, que é vice pároco em Santo  Agostinho, mas  tem  em seu poder uma  voluminosíssima pesquisa  genealógica de sua família de Tucumán, nas planícies preandinas.

Salvo pode-se  descobrir famílias inteiras de todo a região de Sassari , também, eu acho que, no século XIX ou  do início do século XX.

Se alguém quiser escrever para Lucinha (que envio um “abbrazzu mannu”)  grande abraços – o endereço do seu blog é  http / / sardegnaterramia.wordpress.com /.

APROVEITO PARA RETRIBUI O ABRAÇO AFETUOSO  E A ATENÇÃO DE  MANLIO BRAGAGLIA DA  “La Nuova Sardegna” livro “Memórias de Sassari,”

LUCINHA DETTORI

 

STORIE DI SARDI EMIGRATI NELL’OTTOCENTO E LA RICERCA DELLE ORIGINI: L’APPELLO DA BELO HORIZONTE (BRASILE) PER RITROVARE I PARENTI

Scritto da: Tottus in Pari in storia di emigrazione, tags: brasile, Emigrazione Sarda, lucinha dettori, sardegna, Tottus in Pari

 Chi li ha visti?

Paolo Pulina, che è ploaghese di nascita, sassarese di scuola e pavese d’ufficio, è anche responsabile culturale della Fasi, la Federazione che riunisce le associazioni dei sardi in Italia.

  Così càpita che facciano riferimento a lui non solo i sardi sparsi per l’Italia ma anche le migliaia (quante?) di sardi dispersi per il pianeta. Ripeto: quante migliaia sono i sardi dispersi per il pianeta?.

  La Regione ha finanziato negli anni diversi progetti per uno studio di questo tipo, e volumi dedicati al tema continuano ad uscire, come i “Sardi in Argentina” della giovane studiosa oristanese Margaret Caddeo, uscito qualche mese fa per l’editrice cagliaritana AM&D.

 Quello che manca, però, è uno studio generale per il quale, forse, ora non ci sono più quattrini. In contemporanea si sta sviluppando, da parte dei sardi emigrati, e in particolare dai loro discendenti, la ricerca degli antenati.

  Ecco che Pulina mi trasmette la richiesta di una Lucinha Dettori Scano, che sta a Belo Horizonte, in Brasile, e che cerca notizie di parenti della nonna, Vittoria Scano, sassarese, figlia di Antonio Scano e Gavina Pintus, partita diciannovenne da Sassari per il Brasile nel 1896.

  Il caso più curioso è quello di don Fernando Cornet, che è vice-parroco a Sant’Agostino, ma ha al suo attivo una voluminosissima ricerca genealogica sui suoi parenti di Tucumán, nelle pianure preandine, salvo scoprire intere famiglie tutte provenienti da Sassari e dintorni, anch’esse, credo, nel lontano Ottocento o ai primissimi del Novecento. Se c’è qualcuno che vuole scrivere a Lucinha (che gli manda un “abbrazzu mannu”) l’indirizzo del suo blog è http//sardegnaterramia.wordpress.com/.

 Manlio Brigaglia “La Nuova Sardegna”,  rubrica “Memorie sassaresi”, 11 ottobre 2012

 

“PALAVRAS DE ADMIRAÇÃO DO GRANDE HISTORIADOR INGLÊS ERIC J.HOBSBAWM AO ‘NINO’ OU ANTONIO GRAMSCI

6 out

di Paulo Pulina.
Fonte Tuttus in pari
Ediçao em português –Brasil – SSTM
Por Lucinha Dettori
 
                             “Estou convencido de que você será sempre lembrado como o maior Sardo do último século “J.HOBSBAWM

                                                                             ANTONIO GRAMSCI

 TEXTO TRADUZIDO PARA O PORTUGUÊS.

Colaboração de Rodrigo Jurucê

O historiador britânico Eric J. Hobsbawm (Alexandria, Egito, 09 de junho de 1917 – Londres, 1 de outubro de 2012) foi um admirador apaixonado de Antonio Gramsci e dirigiu uma “carta de vídeo” comovente e bonita (na pronuncia italiana, e registrada  em  23 de março 2007 por iniciativa do falecido Giorgio Baratta, Massimiliano Bomba e Ganho Gianfilippo), que muitos sites da Internet, ao dar a notícia da morte de Hobsbawm, reprisaram do You Tube como um arquivo de áudio aqui reproduzida . Mas  nenhum desses sites, no entanto, publicaram a transcrição das palavras pronunciadas em italiano por Hobsbawm.

Aqui estão elas.

  ” Vídeo-Carta de Eric Hobsbawm a Antonio Gramsci (2007),
pela ocasião dos 70 anos da morte de Gramsci (1891-1937)

“Caro Nino, você está morto há 70 anos, mas eu te conheço bem, te conheço bem dos seus retratos, de tudo que li sobre você, de escritores, de historiadores que estudaram sua vida e, sobretudo, das suas próprias palavras.

Você nasceu no mesmo ano que o meu pai e, portanto, este é um elo entre nós, mas eu não te imagino meu pai, pelo contrário, eu imagino um companheiro de luta, um companheiro de pensamento, um companheiro de análise da vida.

Conheço pouco a sua Sardenha, é verdade que tem havido (mesmo em Barbagia, para o momento), mas é realmente muito difícil de entender a natureza do ambiente em que você nasceu e cresceu. Mas sim essas regiões, digamos, que são ao mesmo tempo nacionais e periféricas, que são ao mesmo tempo centrais ambos hora central, ligadas ao centro e de fato oprimidos pelo centro. Eu os conheço bem porque eu venho também de um velho império e de um país multinacional que é somente aquele dos ingleses, mas também dos galeses. E também quando eu estou em minha pequena casa no País de Gales, que é um pouco digamos “periférico”, eu entendo um pouco o que sentem os sardos em relação à Itália e ao mundo maior.

Você, Nino, foi muito mais que um Sardo. Mas sem a Sardenha, é impossível compreendê-lo.

Eu li primeiramente suas comoventes “Cartas do cárcere”. Eu continuo a te ler nos “Cadernos do Cárcere”. Eu continuo a conhecê-lo porque você, em suma, continua vivo. Está vivo para todos intelectuais do mundo e você está vivo para todos aqueles que querem um mundo melhor, um mundo mais justo, um mundo onde os pobres têm a possibilidade de serem verdadeiramente seres humanos.

Fizemos progressos desde o tempo de setenta anos atrás, pelo menos na Europa, mas há sempre no grande mundo (e Gramsci esteve sempre consciente do mundo global), há agora uma grande maioria de pessoas que são como aqueles de sua infância e você que soube identificá-los com seus interesses e soube como fazer para transformar a sua sorte e seu destino. E esperamos continuar a fazer o mesmo.

Então, te saúdo de longe e espero que mais [pessoas] em sua Sardenha irão sempre recordar de você, e estou convencido que sempre recordam do maior sardo do último século.”

 

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 Testo original:   

a cura di Paolo Pulina

 TESTIMONIANZE DELL’AMMIRAZIONE DEL GRANDE STORICO INGLESE ERIC J. HOBSBAWM PER IL SARDO “NINO” GRAMSCI

Il grande storico inglese Eric J. Hobsbawm (Alessandria d’Egitto, 9 giugno 1917 – Londra, 1º ottobre 2012) era un appassionato  estimatore di Antonio Gramsci e gli indirizzò una bella e commovente “videolettera” (da lui pronunciata in italiano e registrata il 23 marzo 2007 per  iniziativa del compianto  Giorgio Baratta, di Massimiliano Bomba e di Gianfilippo Guadagno), che molti siti Internet, nel dare  la notizia della scomparsa di Hobsbawm,  hanno ripreso  da You Tube  come documento audio qui sopra riprodotto.

 Nessuno di questi siti ha però pubblicato la trascrizione delle parole dette in italiano da Hobsbawm.

Eccole qui di seguito.

 «Caro Nino, tu sei morto da 70 anni ma io ti conosco bene, ti conosco bene dai tuoi ritratti, da tutto ciò che ho letto, dagli  scrittori e dagli storici che hanno studiato la tua vita e soprattutto da tutte le tue parole.  

 Tu sei nato nello stesso anno di  mio padre e quindi  anche questo è un collegamento fra di noi ma io non ti immagino mio padre,  al contrario, ti immagino un compagno di lotta,  un compagno  di pensiero,  un compagno  di analisi della vita.  

 Conosco poco la tua Sardegna, è vero che ci sono stato (anche in Barbagia, per il momento),  ma davvero è difficilissimo capire la natura dell’ambiente in cui sei nato e cresciuto. Invece sì  queste regioni – diciamo, che sono allo stesso tempo nazionali e periferiche, che sono allo stesso tempo centrali,  legate al centro, e insomma  oppresse dal centro –  io le conosco bene perché vengo da un vecchio impero e da un paese multinazionale che  non è solo quello degli inglesi ma anche dei gallesi. E quando sono nella mia piccola casa in Galles (che è un paese  un po’ periferico)  capisco un po’ ciò che sentono i Sardi in relazione all’Italia e al mondo più grande.

 Tu, Nino, sei  stato molto di più di un Sardo  ma  senza la Sardegna è impossibile capirti.

Io ho letto prima le tue commoventi “Lettere dal carcere”, io continuo a leggerti nei “Quaderni del carcere”, io continuo a conoscerti perché insomma tu sei vivo, sei vivo  per tutti gli intellettuali del mondo e sei vivo per tutti coloro che vogliono un mondo migliore, un mondo più giusto, un mondo  dove i poveri hanno la possibilità di diventare dei veri esseri umani.

 Abbiamo fatto progressi dal tempo di settant’anni fa, almeno in Europa, ma c’è sempre nel  grande mondo  (e Gramsci è sempre stato cosciente del mondo globale), c’è ancora una  grande maggioranza di gente che sono come quelli della tua infanzia e tu ti sei  identificato con i loro interessi  e sapevi come fare per cambiarli, per cambiare  la loro sorte e  il loro destino e speriamo che continuiamo a farlo.

 Allora, ti saluto di lontano e spero che nella tua Sardegna si ricordino sempre di te e sono convinto che ti ricorderanno sempre come il più grande Sardo dell’ultimo secolo».