“EU ODEIO VÉSPERA DE ANO NOVO” : UMA REFLEXÃO EM TORNO DO FINAL DO ANO DE ANTONIO GRAMSCI.

29 dez

 

AUGURIO MANNOS SU SARDUS IN 2016

MUITAS FELICIDADES A TODOS EM 2016

Fonte; Sardegna Mix. com

Publicado  Atualizado: 2015/12/28 – CET GRAMSCI

Por SSTM Brasil

tradução: Lucinha dettori

200px-Gramscifoto de Antonio Gramsci. Antonio Gramsci nasceu em 22 de janeiro de 1891, em Ales, perto de Cagliari, na sardegna. Era o quarto dos sete filhos de Francesco Gramsci. Sua família passou por diversas comunas da Sardenha até finalmente instalar-se em Ghilarza.Tendo sido um bom estudante, Gramsci venceu um prêmio que lhe permitiu estudar Literatura na Universidade de Turim. Alí,  Gramsci frequentou círculos comunistas e associou-se com migrantes sardos.
Sua situação financeira, no entanto, não era boa. As dificuldades materiais moldaram sua visão do mundo e tiveram grande peso na sua decisão de filiar-se ao Partido Socialista Italiano.
Gramsci, em Turim, tornou-se jornalista. Seus escritos eram basicamente publicados em jornais de esquerda como o Avanti (órgão oficial do Partido Socialista). Sua prosa e a éristica (habilidade verbal e acuidade de raciocínio) de suas observações lhe proporcionaram fama.

Queridos amigos, 

Lendo alguns artigos para postar  como utimo post do ano no Blog , deparei-me com este do  grande Gramsci, filósofo marxista, crítico e politico italiano, dando sua visão sobre o Capodanno ou Anovo. Resolvi então fazer uma nova releitura sobre o assunto, na lingua português brasileiro, o qual compartilho com todos vocês sem nenhum PROSELITISMO da minha parte.

“Esta longa reflexão de Antonio Gramsci é mais do que apenas um pensamento em torno do Ano Novo. É um hino à riqueza da vida, da sua versatilidade, e a importância essencial que cada dia representa na vida de um homem, como que um prazo para comparar, porque todo mundo percebe a si mesmo em todos os momentos e não apenas nas boas intenções de fim e início do ano. Proponho que leiam esse pequeno e interessante texto:

“Todas as manhãs, quando acordo ainda sobre a copa do céu, eu sinto que para mim é Ano Novo.”

Então, eu odeio esses fins de ano com um prazo fixo que fazem da vida  e do espírito humano como se fossem uma empresa comercial com a sua ficha de bens, e seu organograma e o orçamento para a nova gestão. Eles fazem perder o senso de continuidade da vida e do espírito. Você acaba por acreditar seriamente  que entre o ano e os anos há uma interrupção e começamos a fazer propósitos e nos arrependermos dos erros, etc. etc. Esse é em geral um erro  das datas.

Dizem que a cronologia  é a espinha dorsal da história; e se pode admitir. Mas também temos de admitir que há quatro ou cinco datas-fundamentais, que qualquer pessoa decente conserva preso no cérebro, é que jogaram brutos golpes  na história. Um deles é o Ano Novo. O novo ano da história romana, ou da Idade Média, ou da era moderna.

E eles se tornaram tão intrusivo e assim fossilizante, que surpreendeu-nos a pensar às vezes que a vida na Itália começou em 752 e 1490 0 1492, são como montanhas que a humanidade tem atravessado de repente, encontrando-se em um novo mundo, entrando em uma nova vida. Então, a data torna-se um fardo, um parapeito que nos impede de ver que a história continua a se desdobrar com a mesma linha básica inalterada, sem paradas súbitas, como quando o cinematógrafo  rasga o filme e se há um intervalo de luzes  brilhantes.

Por isso , eu odeio Ano Novo. Eu quero todas as manhãs é um ano novo para mim. Todos os dias eu quero chegar a um acordo comigo mesmo, e renovar a cada dia. Nenhum dia reservado para o descanso. O Descanso eu mesmo escolho  para mim, quando eu ficar bêbado de vida intensa e quizer dar um mergulho na animalidade, a fim de chamar uma nova força.

Sem nenhum  travestismo espiritual. Cada hora da minha vida gostaria que fosse novo, reconectando com aquele transcurso. Nenhum dia de júbilo com rimas coletivas, em comum com todos os estrangeiros que não me interessam. Por que  esses repudiaram nossos bisavós e   nossos avós etc, ect, e devemos  também  sentir o desejo do tripudio. Tudo estigma.

Espero o socialismo também por este motivo. Para remessar na imundice  todas estas datas que já não têm qualquer ressonância em nosso espírito, e eles vão criar a outra, serão, pelo menos, o nosso próprio, e não daqueles que nós temos que aceitar sem beneficio de uma pitada de nossos  dulcíssimo  ancestrais.

Antonio Gramsci, 01 de janeiro de 1916, Avanti!, Edição Turin, dirigindo Sotto la Mole.

—————————————————–

Carissimi amici,

Leggendo alcuni articoli per pubblicare e ultimo post dell’anno nel blog, mi sono imbattuto con questo, del grande Gramsci, un filosofo marxista, critico e politico italiano, dando il suo punto di vista sulla Capodanno. Così ho deciso di fare una nuova lettura sul tema, nel idioma portoghese brasiliano, che condivido con tutti voi, senza alcun proselitismo da parte mia.

Lucinha dettori

Odio il capodanno di Antonio Gramsci: una riflessione intorno alla fine dell’anno
Redazione, L’Huffington Post
Pubblicato: 31/12/2014 15:46 CET Aggiornato: 28/12/2015 12:07 CET GRAMSCI

Questa lunga riflessione di Antonio Gramsci è molto più che un pensiero intorno al Capodanno. È un inno alla ricchezza della vita, alla sua poliedricità, all’importanza fondamentale che ogni giorno rappresenti nella vita di un uomo una deadline con cui confrontarsi: perché ognuno di noi renda conto a se stesso in ogni attimo e non solo nei buoni propositi di fine e inizio anno. Vi proponiamo il testo integralmente:

Ogni mattino, quando mi risveglio ancora sotto la cappa del cielo, sento che per me è capodanno.
Perciò odio questi capodanni a scadenza fissa che fanno della vita e dello spirito umano un’azienda commerciale col suo bravo consuntivo, e il suo bilancio e il preventivo per la nuova gestione. Essi fanno perdere il senso della continuità della vita e dello spirito. Si finisce per credere sul serio che tra anno e anno ci sia una soluzione di continuità e che incominci una novella istoria, e si fanno propositi e ci si pente degli spropositi, ecc. ecc. È un torto in genere delle date.
Dicono che la cronologia è l’ossatura della storia; e si può ammettere. Ma bisogna anche ammettere che ci sono quattro o cinque date fondamentali, che ogni persona per bene conserva conficcate nel cervello, che hanno giocato dei brutti tiri alla storia. Sono anch’essi capodanni. Il capodanno della storia romana, o del Medioevo, o dell’età moderna.
E sono diventati così invadenti e così fossilizzanti che ci sorprendiamo noi stessi a pensare talvolta che la vita in Italia sia incominciata nel 752, e che il 1490 0 il 1492 siano come montagne che l’umanità ha valicato di colpo ritrovandosi in un nuovo mondo, entrando in una nuova vita. Così la data diventa un ingombro, un parapetto che impedisce di vedere che la storia continua a svolgersi con la stessa linea fondamentale immutata, senza bruschi arresti, come quando al cinematografo si strappa il film e si ha un intervallo di luce abbarbagliante.
Perciò odio il capodanno. Voglio che ogni mattino sia per me un capodanno. Ogni giorno voglio fare i conti con me stesso, e rinnovarmi ogni giorno. Nessun giorno preventivato per il riposo. Le soste me le scelgo da me, quando mi sento ubriaco di vita intensa e voglio fare un tuffo nell’animalità per ritrarne nuovo vigore.
Nessun travettismo spirituale. Ogni ora della mia vita vorrei fosse nuova, pur riallacciandosi a quelle trascorse. Nessun giorno di tripudio a rime obbligate collettive, da spartire con tutti gli estranei che non mi interessano. Perché hanno tripudiato i nonni dei nostri nonni ecc., dovremmo anche noi sentire il bisogno del tripudio. Tutto ciò stomaca.
Aspetto il socialismo anche per questa ragione. Perché scaraventerà nell’immondezzaio tutte queste date che ormai non hanno più nessuna risonanza nel nostro spirito e, se ne creerà delle altre, saranno almeno le nostre, e non quelle che dobbiamo accettare senza beneficio d’inventario dai nostri sciocchissimi antenati.
Antonio Gramsci, 1 gennaio 1916, Avanti!, edizione torinese, rubrica Sotto la Mole.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: