Arquivo | fevereiro, 2017

A MAIS PREMIADA POETISA DA SARDENHA: MARIA CARMELA DETTORI

10 fev

                                           PARA MINHA DOCE E QUERIDA AMIGA SASSARESE

foro di maria carmela

                                                                 NESTE LIVRO, VÁRIOS POEMAS PREMIADOS

16508790_10206838389592871_1094129448866483037_n

FRAGMENTOS DA VIDA

Pairando sobre o suspiro
À noite, o sol declina lentamente,
e si desvanece,
o canto já leve,
da folha que cai sobre a neve,
que desliza sobre o vidro
da minha fronte rendida
e o meu respiro que cede
ao peso da garganta,
e o meu ultimo pranto
bate e se confunde
com as gotas da alma,
que a chuva rouba e não consola,
olhando para você,
que vai assim longe
e não consegue ainda  deixar a minha mão.
Não estarei mais,
na estradas onde andarás
e nem nos sonhos que farás,
sobre a sombra de estrelas apagadas
a luz da lua
você não vai me ver,
mas eu estarei ao seu lado e,
no silêncio eu farei barreira em seu coração,
para te proteger das concussões  violentas da vida
e entrará só amor.
Prepararei a mesa para dois,
e você vai encontrar sempre um sopro de vento
na tenda solto,e o meu respiro curto,
quando a madrugadade de um distante inverno,
para mim retornará.
.-MCD-

adaptaçõ para o português brasileiro
Lucinha Dettori

FRAMMENTI DI VITA
Sospeso sul sospiro
della sera, il sole
declina lentamente,
si affievolisce
il canto già lieve,
della foglia
che cade sulla neve,
scivola sul vetro
la mia fronte arresa
e il mio fiato cede
al peso della gola,
l’ultimo pianto batte
e si confonde
con le stille dell’anima,
che la pioggia ruba
e non consola,
guardando te,
che vai così lontano
e non riesci ancora
a lasciare la mia mano.
Non ci sarò
sulle strade dove andrai
né nei sogni che farai,
ombra di stelle spente
alla luce fioca
della luna,
tu non mi vedrai,
sarò al tuo fianco
e nel silenzio farò
barriera nel tuo cuore,
a proteggerlo
dalle scosse violente
della vita
e vi entri solo amore.
Apparecchierò
la tavola per due,
e alla finestra troverai
sempre un filo di vento
sulla tenda smossa,
e il mio respiro corto,
quando all’alba
di un lontano inverno
da me ritornerai.
-MCD-