Lucinha Dettori é parte da ilha que atravessou o mar.

16 set

Família CAPPAI

terça-feira, 3 de abril de 2018

Lucinha Dettori é parte da ilha que atravessou o mar.

Lucinha Dettori criou filhos e participa da educação dos netos, plantou com certeza muitas árvores e agora lança finalmente seu tão esperado livro. Completa um ciclo de evolução na descoberta mais fantástica de sua vida, que está em comunhão com todos os “oriundis” que fizeram e fazem deste país uma terra melhor para se viver. É um evento memorável e que comemoramos com alegria e muita simpatia. Lucinha é uma descendente engajada na rara imigração sarda para o Brasil. Sua vida é uma reverência aos seus e aos nossos ancestrais que atravessaram o grande mar, doaram as suas vidas em terras distantes, mas que nunca esqueceram a paixão pela “isola paradiso”. Tem a genética da bravura de Shardana e da determinação milenar do “popolo sardo”, que alça voo bem acima de Gernnagentu para contemplar a beleza da criação…Além do seu DNA que alimenta os sonhos do reencontro de suas raízes no distante mediterrâneo, traz na voz e no olhar a doçura e a firmeza da poesia sarda. É incansável pesquisadora de nossas raízes de imigrantes, vibrando a cada descoberta e compartilhações no blog “Sardegna sa terra mia”. Desperta e alimenta assim a comunhão dos poucos descendentes sardos que ainda permanecem em solo brasileiro, sonhando o dia do retorno.

Fragmentos em comum…

“Acaso espera o tempo?! Farei retornar a esta terra jamais experimentada? Que registros há neste solo, que me atrai como o imã a limalha, E quão grande é a distância que nos separa dos sonhos. Oh! Deus, que mosaico virou a vida, quando as raízes afloraram, Quando poucas respostas vieram pela insistência de seu servo, Rasgando a terra que parecia firme, convicta, agora fértil de indagações.

Sempre gostei do mar, de navegar, da pesca e da brisa, Que diria as palmeiras dançando ao vento, no frescor arrancado pelo olhar, Do cantar das águas do rio, que desaguava no espírito irrequieto, E o lavrar da madeira metamorfoseando-se em “mamutones”, Horas martelando a madeira, criando vida. E lá estava ela, a ilha que concentrava no coração, do esquelético ser, Agora preenchido pela descoberta de que não era um ser isolado, Este minúsculo ser perdido no nada, na complexidade do nexo, Mas sim era a ilha que habitava no mais profundo de minhas memórias, E assim, nas entranhas do DNA, dos Memes, no borbulhar dos pensamentos, Está a ancestralidade sarda que atravessou o mar…”

Parabéns Lucinha. Desejo sucesso no lançamento de seu livro e grandes emoções na visita a ilha. Quando chegares em Cagliari, reza para Nossa Senhora de Bonária, a protetora dos navegantes. Assim como nossos ancestrais que atravessaram o grande mar e possibilitou nossas existências, como descendentes à procura de nossas raízes, nos tornamos igualmente navegantes. Que os bons ventos guiem seus caminhos. A”kentanos mia sorella…

Obrigada querido fratello por sua grande consideraçao.

Sou muito orgulhosa de tê-lo como amigo e irmão, grande intelectual, e grande conhecedor da historia da ilha de nossos antepassados.

PRIMEIRA EDIÇÃO

SEGUNDA EDIÇAO

TERCEIRA E ULTIMA EDIÇÃO MELHORADA DA HISTORIA, REESCRITA COM AJUDA DE PARENTES SARDOS ENCONTRADOS RECENTEMENTE.

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