Carnaval com sotaque italiano – Vem aí o segundo desfile do L’Italia Mascherata no Carnaval de Belo Horizonte

30 jan

 

Danças e músicas típicas de cultura italiana no carnaval! Este é o bloco “L’Italia Mascherata”, que promove o  encontro da cultura italiana com a mais popular das festas no Brasil. O bloco nasceu do encontro do grupo La Sereníssima, que se apresenta com as danças típicas da Itália, e de algumas cantoras e cantores (de música italiana, claro!) em Belo Horizonte. O bloco irá circular pelas ruas do belvedere durante o carnaval belo-horizontino, pelo segundo ano consecutivo, numa festa que mistura a tradição dos ítalo-descendentes com a influência carnavalesca típica daqui.

A idéia de um bloco baseado na tradição italiana surgiu da vontade de dançarinos e cantores da capital que trazem toda essa bagagem cultural como base de seus trabalhos e resolveram agregar essa alegria à outra, também contagiante que é a do carnaval brasileiro.

No final do século XIX mais de dois milhões de italianos chegaram ao Brasil pelos portos de Santos, Rio de Janeiro e Vitória. Em Minas Gerais, muitos se dirigiram às colônias imperiais e fazendas mineiras. A contribuição dos italianos é notável em todos os setores da sociedade brasileira, podemos citar desde o modo de vida que mudou profundamente influenciado pelo catolicismo, bem como nas artes, música, arquitetura, empreendedorismo e alimentação. A imigração italiana permanece fortemente presente na vida da cidade onde 1/3 da população é ou descende de italianos.

Diante disso o bloco L’Italia Mascherata, inspirado no carnaval de máscaras de Veneza, surgiu para homenagear, divulgar e reviver o carnaval Italiano, nas suas expressões artísticas promovendo o encontro entre a cultura italiana e o carnaval de Belo Horizonte.

Elisa Dias principal idealizadora do bloco, conta que o motor de tudo foi o desejo de mostrar essa dança em espaços em que as pessoas participassem de forma mais espontânea que é a rua. A dança acessível, alegre e para ser executada em grupos fica por conta do grupo La Serenissima, cujo repertório é festivo. A música contagia, independente do domínio do idioma, o que torna tudo muito próximo, como deve ser uma festa popular. O repertório traz marchinhas brasileiras cantadas em italiano, músicas italianas cantadas em português, música italiana em ritmo brasileiro, enfim, tem para todos os gostos e o que importa mesmo é compartilhar a alegria e cair na folia.

No Carnaval de 2018 o bloco contará com as cantoras Elisa Dias, Mel Freire e Paloma Storen. 

O bloco sairá dia 03 de fevereiro da Praça arquiteto Ney Werneck, bairro Belvedere. O horário é de 14 às 18 horas. Será um momento de compartilhar alegria, então tragam suas máscaras e venham cair na folia!!!!

Convite de Henrique Dias

Elisa Dias : Organizadora e idealizadora do Bloco

Edição : Lucinha Dettori

Anúncios

Você sabia? O inventor da televisão era um sardo, Augusto Bissiri, de Seui

11 jan

 

Augusto Bissiri (à esquerda) e seu projeto (à direita) – Foto de Almanacco di Cagliari 2013

9 de janeiro de 2018 16:20 carlacossu

Di. https://www.vistanet.it/cagliari/blog/author/carlacossu/

Por SSTM – Brasile 

EdiçãoLucinha Dettori

Nova Iorque, 1905. Entre os muitos jovens sardos que chegaram à Grande Massa em busca de novas oportunidades, foram também aos  vinte e seis  anos, Augusto Bissiri. Ele veio de Seui, uma pequena cidade na Barbagia Di Seui, com a mala cheia de esperanças e lençóis em que escreveu desenhos e cálculos: Sim, porque Augusto era inventor.

 Em 1906, apenas um ano depois do seu pouso na América, ele foi quem concebeu o antepassado da televisão, um dispositivo capaz de transmitir imagens de um lugar para outro. Hoje, quase ninguém se lembra do nome dele, e, no entanto, sem o seu contributo, provavelmente o mundo de hoje não teria os rostos que conhecemos.

Augusto Bissiri nasceu em Seui em 1879 e passou toda sua infância lá, freqüentando as escolas locais. Durante os anos dos Superiores, ele se mudou para Cagliari e depois para Roma, onde se formou em Direito. No entanto, ele logo percebeu que seu verdadeiro talento não seria expresso em tribunais, mas no mundo da ciência e da tecnologia. 

 Seui é uma comuna italiana da região da Sardenha, província da Sardenha do Sul, com cerca de 1.587 habitantes. Estende-se por uma área de 148 km², tendo uma densidade populacional de 11 hab/km².

Sua primeira grande invenção, em 1900, foi um dispositivo brilhante para evitar o choque entre trens. A descoberta não passou despercebida e logo foi adotada pelas grandes companhias de transporte americanas e da Sardenha: o então gerente da Tranvie del Campidano, Luigi Merello, colocou-a em ação na seção que conectou Cagliari e Quartu.

Mas foi em 1906, um ano depois de sua chegada na América, que Bissiri projetou a invenção destinada a entrar na história: na sede do jornal “New York Herald”, o cientista conseguiu, através de uma máquina de sua criação chamada “Live Picture” Produção “, para transmitir uma imagem fotográfica de uma sala para outra. 

A notícia se espalhou e saltou seu nome em todos os jornais da época; até o prefeito de Nova York dedicou uma placa para ele, ainda mantido em Seui na Casa Farci. Mas sua pesquisa não terminou aqui. Bissiri continuou a aperfeiçoar o projeto e, em 1917, ele conseguiu obter outro resultado extraordinário: transmitir algumas fotos da equipe editorial do London Daily Mail em Londres para o New York Times New York Times. Era oficial:

Toda sua vida foi dedicada à pesquisa tecnológica, como demonstrado pelos muitos dispositivos que ele criou: dispositivos de pedal para virar as páginas de partituras musicais, cinzeiro com desligamento automático das pontas, instrumentos para gravação de voz, bem como uma espécie de pistola para lançamento de pequenos aviões de madeira e um distribuidor de bolas de moedas.

Em 1968 Bissiri morreu em sua casa em Los Angeles e lentamente sua figura foi esquecida. Nos mesmos ambientes da Sardenha em que foi amplamente celebrado após a invenção da “Live Picture Production” (lemos sobre a União de 22 de maio de 1906 “Para os valentes que, como o jovem Bissiri, pelo bem da humanidade que sacrificam, vão nossos aplausos e nossa admiração “) quase não falou mais sobre ele. Somente em Seui, onde ele e seu irmão Attilio são intitulados o Liceo Scientifico, parece que a memória deste ilustre cidadão ainda está viva.

 

CURIOSIDADES SOBRE SASSARI – SAREGNHA

11 jan

Di; Vincenzo Bonelle 

Sassari noba e veccia

Per SSTM Brasile

Edição Lucinha Dettori

Os jornaleiros eram chamados de Strilloni. Eles andavam por toda Sassari, gritando as noticias sobre por quotidiano. Assim faziam as pessoas, segundo a noticia, comprarem os jornais. Os Strilloni eram também apelidados por: buzinadores, faladores, buzinas, ou vendedores de jornais.

 

MIRTO: O LICOR MAIS REPRESENTATIVO DA SARDENHA

8 jan

Fonte:
Di -Carla Talongu para As maravilhas da Sardenha
Blog. SSTM
Edição para o português
Lucinha Detttori

 

O MIRTO é o licor mais representativo da Sardenha, uma verdadeira instituição de nossa tradição. Na antiguidade, esta planta era sagrada e Vênus, de fato, a deusa encontrou abrigo em um bosque de mirtilos, simplesmente nascida da espuma do mar.

No final da Idade Média era chamado de Água dos Anjos por suas propriedades balsâmicas. É uma planta bastante grande com até três metros de altura, e sua aparência é espessa, bastante densa e com ramificações finas. No verão brotam muitas flores brancas, depois das flores chegam os frutos, na base do famoso licor.

As bagas são colhidas entre novembro e janeiro. Mirto é considerada uma planta da civilização que traz bens e prosperidade. Na Sardenha, o licor de mirtilos, idealmente, fecha refeições, um verdadeiro elixir antigo que simboliza a hospitalidade de nossa terra.

——————————————————————————————————-

‎Carla Talongu‎ para Le meraviglie della Sardegna
IL MIRTO
E’ il liquore più rappresentativo della Sardegna, una vera e propria istituzione della nostra tradizione. Nell’ antichità questa pianta era sacra a Venere, la dea infatti aveva trovato rifugio in un boschetto di mirti, appena nata dalla spuma del mare. Fin dal Medioevo il mirto veniva chiamato Acqua degli Angeli per le sue proprietà balsamiche.E’ una pianta abbastanza grande arriva anche a tre metri di altezza, e il suo aspetto è da cespuglio, abbastanza fitto e con ramificazioni sottili. In estate spuntano numerosi fiori bianchi, dopo i fiori arrivano i frutti, alla base del liquore tanto famoso. La raccolta delle bacche avviene tra Novembre e Gennaio. ll mirto è considerata una pianta di civiltà che apporta benessere e prosperità. In Sardegna il liquore di mirto chiude idealmente i pasti, un vero elisir antico che simboleggia l’ospitalità della nostra terra.

Massimiliano Rosa: O jovem escritor sardo que revela a beleza das cores secreta da língua nativa da Sardenha

3 jan

Di : Massimiliano Rosa. Escrior Ensaista e Poeta Sorgonsese.

Por: Blog  SSTM – Brasil

Edição e Tradução para o português 

Lucinha Dettori. Moderadora

Para aquisição do Livro contato com o autor Massimiliano Rosa no  Facebook

Massimiliano Rosa nasceu em Sorgono em 1973 e mora em Tonara. Graduado em Literatura com uma tese de pesquisa sobre a História da Sardenha, nos últimos dez anos, realizou um estudo sistemático das variedades linguísticas das línguas minoritárias européias, em particular da Sardenha. Ele escreveu vários ensaios de pesquisa sobre lingüística da Sardenha, também colaborando com a Universidade de Zurique. Em 2016, ele publicou seu primeiro livro de ficção, histórias e poemas da Ichnusa.

Sua paixão é escrever para os leitores aficionados em historias sobre duendes, gnomos, bruxas e outros pequenos seres dotados de grandes poderes que povoam as encostas íngremes da Sardenha. Escondidos no subsolo, as histórias de avós têm animado há gerações: o terrível Pilighitta engana os homens transformando-se em qualquer animal, as fadas de Su Toni dançam como nuvens de primavera no céu, as Janas correm furtivamente enviando bênçãos ou maldições. A partir desta terra de magia, partem os Contos de Janas que, a partir dos picos de Gennargentu, alcançam as torres de Amatrice e Arquata, o golfo de Nápoles e as ruas de Roma, para ligar os acontecimentos do mundo real à maravilha de uma cultura antiga de séculos.

Massimiliano Rosa, com uma narração embelezada pelas cores de sua língua nativa, revela uma Sardenha secreta, onde as barulhentas aldeias turísticas e as praças lotadas cedem lugar ao silêncio das florestas povoadas por essas prodigiosas criaturas. Graças a um vínculo profundo com as tradições da ilha, o autor mistura habilmente histórias fantásticas e não, cruzando o fil rouge ou o fio condutor dos encantadores Janas que teceram a trama do destino dos homens na noite. Vale a pena ler este talentoso autor  Sorgonese, que adotou Tonara como sua segunda terra natal. Recomendo!

Sinopse da ópera do seu mais recente livro: O trabalho Contos de janas reúne histórias curtas e poemas que selam imagens fantásticas e não do autor, onde o fio comum e o seu vagar entre as linhas que são alimentadas por uma ficção contínua com a imaginação.

Escritos evocativos, fantasiosos e imaginativos, tecidos através do conhecimento dessa grande herança da cultura da ilha da Sardenha que muitas vezes evoca no imaginário coletivo e também nos escritos dos autores sardos de seres sobrenaturais dotados de poderes grandiosos, entre os quais os elfos os gnomos e especialmente os Janas Fadas e bruxas da ilha, ligadas de forma dupla com a história, os lugares e os habitantes da ilha.

Janas que vivem e tecem a trama do destino dos homens, Janas que vivem nas barrancas da ilha, Domos,

as casas …

escavado há milênios …

no subsolo ou em encostas rochosas íngremes.

Janas mágicas que velam as noites, que correm furtivas, que provêm e guardam tesouros, que enviam maldições ou benefícios, que povoam os sonhos das crianças e as mentes dos adultos e daqueles que contam e transmitem os acontecimentos e a cultura milenar de uma ilha maravilhoso.

————————————————————————————

Massimiliano Rosa nasce a Sorgono nel 1973 e vive a Tonara. Laureato in Lettere con una tesi di ricerca sulla Storia della Sardegna, negli ultimi dieci anni ha svolto uno studio sistematico delle varietà linguistiche di lingue minoritarie europee, in particolare del sardo. Ha scritto vari saggi di ricerca di linguistica sarda, collaborando anche con l’Università di Zurigo. Nel 2016 ha pubblicato il suo primo libro di narrativa, Storie e poesie di Ichnusa.

Massimiliano scrive per lettori dilettanti in storie su , elfi, gnomi, streghe e altri piccoli esseri dotati di grandiosi poteri popolano gli scoscesi pendii della Sardegna. Nascosti nel sottosuolo, animano da generazioni i racconti delle nonne: la terribile Pilighitta inganna gli uomini trasformandosi in qualsiasi animale, le fate di Su Toni danzano leggere come le nuvole primaverili nel cielo, le Janas corrono furtive mandando benedizioni o maledizioni. Da questa terra di magie partono i Contos de Janas che, dalle vette del Gennargentu, arrivano fino ai campanili di Amatrice e Arquata, al golfo di Napoli e alle strade di Roma, per legare le vicende del mondo reale alla meraviglia di una cultura antica di secoli.

Massimiliano Rosa, con una narrazione impreziosita dai colori della sua lingua natia, svela una Sardegna segreta, dove i chiassosi villaggi turistici e le spiagge affollate lasciano il posto al silenzio dei boschi popolati da queste prodigiose creature. Grazie a un profondo legame con le tradizioni isolane, l’autore mescola con sapienza storie fantastiche e non, attraversate dal fil rouge delle Janas incantatrici che nella notte tessono la trama del destino degli uomini. Vale la pena leggere questo talentuoso autore Sorgonese, che ha adottato Tonara come suo secondo luogo di nascita. Recondo!

Sinossi dell’Opera.

L’opera Contos de janas raccoglie brevi storie e  poesie che suggellano immagini fantastiche e non dell’autore,  dove il filo conduttore ed il suo vagare tra le righe sono alimentati da un continuo  favellare con l’immaginazione.

Scritti evocativi fantasiosi e non, tessuti attraverso la conoscenza di quel grande patrimonio della cultura isolana sarda che rievoca spesso nell’immaginario collettivo e anche negli scritti dell’autore sardo esseri sovrannaturali dotati di poteri grandiosi, tra cui gli elfi gli gnomi e soprattutto le Janas,  fate e o streghe isolane, legate a filo doppio con la storia, i luoghi e gli abitanti dell’isola.

Janas che vivono e che tessono la trama del destino degli uomini, Janas che abitano negli anfratti dell’isola,  le Domos,

le case…

scavate da millenni…

nel sottosolo o in ripidi pendii rocciosi.

Janas magiche che vegliano le notti, che corrono furtive,  che elargiscono e custodiscono tesori,  che mandano maledizioni o benefici, che popolano i sogni dei bambini e la mente dei grandi e di coloro che raccontano e tramandano le vicende e la cultura millenaria di un isola meravigliosa.

Per acquistare il libro Contatta l’autore: Massimiliano Rosa su Facebook.